YIN-YANG

19/02/2014 09:37

YIN-YANG

 

"Aqueles que seguirem Tao obterão a

fórmula da juventude eterna e, ainda

que sobrecarregados com o peso dos

anos, serão sempre florescentes"

Huangdi  Neijing

 

universo — Yin e Yang.

Embora desde tempos imemoriais o Paraíso tivesse sido sempre considerado o poder supremo, nunca foi reconhecido como sendo o criador do universo. No conceito chinês da criação não existe lugar para a mitologia, tendo-se desenvolvido uma interpretação cosmológica mais científica. Segundo Lao Tze, a criação teve lugar a partir do "Caos" quando os três elementos primários do universo — força, forma e substância — se encontravam ainda por dividir. O segundo estádio ou "Grande Princípio", caracterizou-se pela separação da força, seguindo-se o "Grande Começo" com o aparecimento da forma. Finalmente, durante o quarto estádio ou estádio da "Grande Homogeneidade", surgiram às coisas ou substâncias visíveis. Originou-se então o Paraíso, proveniente da ascensão das substâncias puras e leves, tendo as substâncias mistas e pesadas originado a Terra - Quadro 1. Esta divisão das substâncias em componentes leves e pesados não passa de uma das muitas características de Yin-Yang, o poder dualista da crença chinesa.

Quadro 1 - Estádios da Criação do Universo

Caos

Grande

Princípio

Grande

Começo

Grande

Homogeneidade

 

Sendo Yin e Yang os elementos primogênitos do universo, é natural que possuam inúmeras qualidades sendo, em conjunto, a base de todo o universo, o princípio da criação de todas as coisas, a raiz e a fonte da vida e da morte.

Yin-Yang, termos cuja tradução fiel é praticamente impossível, são simultaneamente vagos para o pensamento ocidental e extremamente precisos para a filosofia Taoista, caracterizando Yin toda a inatividade e Yang todos os princípios ativos da existência. A teoria de Yin-Yang representa, pois a lei universal governando os mundos material e imaterial.

Segundo Neijing, o homem divide-se em três grandes regiões — inferior, média e superior — subdividindo-se cada uma delas num elemento paraíso, terra e homem, os quais se subdividem ainda nos componentes Yin e Yang ou, por outras palavras, pode-se dizer que o corpo humano é constituído por três componentes Yin e por três componentes Yang. Uma vez que o tratamento de uma determinada doença ou órgão dependerá essencialmente da sua localização em determinada parte de Yin ou de Yang, o conhecimento daquelas subdivisões é muito importante para o diagnóstico e tratamento das diferentes patologias da MTC.

Para melhor se poder compreender o dualismo Yin-Yang, no quadro 2. referem-se alguns dos seus inúmeros atributos.

Quadro 2 - Dualismo Yin-Yang

YIN

YANG

YIN

YANG

YIN

YANG

Noite

Escuridão

Inverno

Frio

umidade

Interno

Mulher

Repouso

Dia

Claridade (luz)

Verão

Calor

Secura

Externo

Homem

Trabalho

Passivo

Negativo

Mal

Água

Lua

Morte

Repressão

Fêmea

Ativo

Positivo

Bem

Fogo

Sol

Vida

Liberdade

Macho

Esquerda

Terra

Baixo

Pesado

Anterior

Inibição

Deficiência

Contratilidade

Direita

Paraíso (céu)

Alto

Leve

Posterior

Estimulação

Excesso

Expansividade

 

 

A interrelação cosmológica de Yin-Yang pode também ser transferida para a estrutura humana. Assim, considera-se que "Yin ativo no interior é o guardião de Yang, e Yang ativo no exterior é o regulador de Yin", razão porque a abordagem holística do corpo humano (o corpo humano como um todo em permanente sinergismo), estabelece a correspondência de Yin com o seu interior e de Yang com o seu exterior.

Porém, a correspondência acabada de referir é insuficiente, uma vez que não é possível estabelecer e compreender o interior (Yin) e o exterior (Yang), ou o inferior (Yin) e o superior (Yang) em termos absolutos, pois sendo Yin-Yang relativos na essência haverá obrigatoriamente que se dispor de uma referência ou padrão.

Assim, tal como o tórax (homem-neutro) é superior em relação ao abdómen (Yin-terra-negativo) e inferior em relação à cabeça (Yang-paraíso-positivo), cada um dos outros segmentos do corpo humano encerrarão os três elementos principais da filosofia da MTC - terra (Yin), homem (neutro) e paraíso (Yang).

Se a segmentação dos membros superiores e inferiores é fácil (Quadro 2.3), o mesmo não se aplica às restantes regiões do corpo humano. A cabeça, que na consideração holística do corpo humano é Yang, subdivide-se em três planos: a) um plano superior, celestial e subtil (Yang), onde se encontram os olhos, os quais só conseguem apreender o imaterial (luz, cor), sendo incapazes de absorver as substâncias materiais; b) um plano intermédio, simultaneamente subtil e material (neutro), onde se encontra o nariz, o qual é capaz de absorver uma parte material do meio ambiente (ar) e de apreender igualmente o subtil e imaterial (odores); e c) um plano inferior, terrestre e material (Yin), representado pela boca, a qual é capaz de absorver muitas substâncias materiais (alimentos).

Quadro 3 - Segmentação dos membros do corpo humano

Membros Superiores

Membros Inferiores

YIN

Neutro

YANG

YIN

Neutro

YANG

Mão

Antebraço

Braço

Perna

Coxa

 

 

O tronco, pertencente ao elemento homem (neutro), subdivide-se também em três planos: a) um plano superior, correspondendo ao tórax (Yang), o qual contém os únicos órgãos animados de um movimento periódico e ritmado (coração e pulmões), lembrando a revolução dos corpos celestes; b) um plano inferior, ou abdômen (Yin), correspondendo ao mesogastro, hipogastro, flancos e fossas ilíacas, o qual contém as vísceras com capacidade de eliminação, devolvendo à terra os produtos não assimilados (intestinos, rins e bexiga); e c) um plano intermédio (neutro), equivalente ao epigastro e hipocôndrios, encerrando órgãos cuja principal função é a seleção, transformação e síntese de substâncias materiais essenciais (estômago, baço/pâncreas e fígado).

Pode-se, portanto concluir que cada segmento do corpo humano se divide em três planos, que por sua vez são constituídos por três elementos básicos. Na verdade, sejam quais forem os planos considerados, encontrar-se-ão sempre aqueles três elementos essenciais. Os olhos, apreendendo a luz e as cores (céu), apercebem-se também das formas e do espaço (terra), efetuando a síntese (homem) das suas percepções (identificação). A boca, recebendo os alimentos (terra), apreende neles o gosto (céu) e efetua a síntese (homem) do alimento, que depois de identificado é absorvido ou rejeitado. O pulmão, órgão de natureza Yin e pertencendo a uma região Yang, é igualmente constituído pelos três elementos anteriores: a) o parênquima pulmonar (céu), em contacto com o ar; b) os vasos sanguíneos (terra); e c) a região alvéolo-capilar (homem), que efetua as trocas de oxigênio e dióxido de carbono.

A nível do átomo ou da galáxia, do homem ou do universo, da saúde ou da doença, a matéria reduz-se única e exclusivamente à tríade positivo Û neutro Û negativo. Os exemplos anteriores refletem a razão porque foi possível aos chineses, desde tempos imemoriais, interpretar, desenvolver e aprofundar uma teoria que só neste século a medicina científica ocidental reconheceu e desenvolveu: inicialmente a) a Tríade Ecológica de Saúde (agente causal Û ambiente Û homem); e recentemente b) o Modelo Plurietiológico, o qual considera as interrelações ecológicas (biofísicas e sociais), fisiológicas e psicológicas (fatores de risco exógenos Û homem Û factores de risco endógenos).

Yin e Yang constituem pois os pratos de uma balança cujo fulcro é o homem, sendo o seu equilíbrio harmonioso indispensável à existência da humanidade. Tudo o que estiver relacionado com Yin-Yang implica indivisibilidade, interdependência e interrelacionamento, factores que norteiam a liberdade de Lao Tze e a metafísica de Chuang Tze.

Correspondendo respectivamente aos "Shiva" e "Shakti" do Hinduísmo, os termos Yin-Yang representam ainda as divisões e complexidades da Existência, tal como refere Lao Tze no seguinte estrato de "Tao Teh Jing" :

 

"Tao era no princípio o Inominado;

Tao era a Virtualidade, a Via, a Norma de todo o vir-a-ser.

Forma sem forma, imagem sem imagem,

Tao incriado, era das formas e das imagens a Possibilidade.

Quem O olhasse não O veria; alguém que O escutasse não O ouviria.

Ele é, nas paragens ignotas do mistério, a Confusão!

É o não-Ser, o nada-Positivo, a Origem, a Razão e a Verdade.

Ponto incoactivo do porvir, da existência a Condição.

Para além do tempo, Tao é Virtualidade,

Para os seres, nos tempos, é a Virtude, o Mistério dos mistérios!

Tao é o Nada e a Existência, é vivido sonho no meio da ilusão,

De Yin-Yang modelado pela norma eterna e universal.

É a ilusão palpável e viva, é a ilusão sentida;

É do Tudo e do Nada a realidade;

É o não-Ser em ser, o Nada em vida!

Tao é vácuo, omnipotente e omnipresente,

É a forma e a vida que tomaram céu e terra,

E tudo quanto este binómio encerra:

Forma fugaz, ilusória e impermanente;

Vida de sonho, transitória e irreal;

Aspectos vãos de Yin-Yang alternantes, dando aos seres

Reflexos fugitivos, de Existência efectiva e nominal!

Tudo é Tao e tudo é um na evolução universal.

Nenhum ente senão Tao sustem a vida.

Vede a terra e os astros, o raio e a luz, a tempestade e a aurora,

Tudo o que vai pela existência fora, como em uma alma só se continua!

Essa alma é Tao, a alma universal;

Da vida a eterna fonte, una na essência e múltipla na aparência

Das formas vãs em que se gera o Mal.

Tao bom, liberal, benemérito, como a água,

Humilde se conforma a toda a posição e toda a forma.

Tao, é dos seres o grande senhor.

Ele é a eterna norma, a luz da vida consumada,

É o mar e o navegante;

Tao é vida e também o viandante,

Tao é Tudo e também a expressão do Nada."

 

Constituindo o substrato de todas as transformações e transmutações, Yin e Yang são simultaneamente antagônicos e sinérgicos, não podendo, contudo existir isoladamente.

Tal como a água (Yin) e o fogo (Yang) são neutros em si próprios, todas as coisas podem ser boas ou más, com efeitos relativamente benéficos ou deletéricos, os quais dependem unicamente do seu dualismo relativo. Yin-Yang representam, pois a singularidade e a complexidade das coisas interdependentes e interatuantes.

Também ao ritmo circadiano se pode aplicar a "Teoria da Harmonia Taoista dos Opostos", pois Yin-Yang não são estáticos, encontrando-se em permanente movimento. Como à noite (Yin) sucede o dia (Yang), também ao dia se segue a noite - Figura 1.

Figura 1 - Nitemera e Yin-Yang

 

 

As considerações anteriores permitem compreender o dinamismo binário da sucessão Yin-Yang como princípios opostos e alternantes, interdependentes, interactuantes e de suporte recíproco, dentro da estrutura ternária céu-homem-terra - Figura 2.

Figura 2 -  Yin-Yang

Yin-Yang imutável

e absoluto

Yin-Yang mutante

e relativo


A forma e natureza de Yin-Yang podem ainda ser representadas pelo Tai Ji, o qual é alternadamente claro e escuro, contráctil e expansivo, inactivo e activo - Figura 2.3. O término e o começo são indistintos nas suas origens, pelo que o início de uma coisa pode ser considerado o fim de outra, ou o fim de uma coisa a origem a seguinte. São pois indistintos mas bem delimitados.

Figura 3 - Tai Ji

 

 

Podendo representar a inofensividade ou a inocência, a agressividade ou o sofrimento, Tai Ji simboliza a unidade primordial, cuja interação dos seus elementos é responsável por todos os fenômenos do universo. Em conjunto, os dois elementos da unidade primordial e todas as combinações possíveis da sua interação constituem o Pa Kua - Figura 4.

Figura  4 - Pa Kua

 

 

Segundo a MTC, cada órgão ou tecido, independentemente da sua natureza Yin ou Yang, é constituído por um elemento Yin e um elemento Yang. Enquanto que as estruturas histológicas e as substâncias orgânicas são Yin, as atividades funcionais (fisiologia) pertencem ao elemento Yang. Do mesmo modo, qualquer situação patológica é sempre resultado de uma ruptura do equilíbrio harmonioso Yin-Yang, quer seja por excesso (shi) ou por deficiência (xu) de qualquer um daqueles elementos - Figura 5.

Figura 5 - Síndromes Shi e Xu

[: nível de equilíbrio harmonioso

 

A: síndrome de calor

B: síndrome de frio

é: excesso primário

ê: deficiência primário

ñ: excesso secundário

ò: deficiência secundário

 

Shi (excesso) e Xu (deficiência) representam dois princípios gerais da MTC, extremamente importantes para o diagnóstico diferencial. Enquanto que o último representa geralmente uma hipofunção, um deficiência orgânico ou uma resistência corporal diminuída, os síndromes shi estão de um modo geral relacionados com uma hiperfunção, ou traduzem a existência de fatores etiológicos exógenos, numa fase em que os mecanismos de defesa do organismo ainda não se encontram diminuídos.

 

Ritmo Circadiano

O ritmo do dia e da noite, nitemera, ou ritmo circadiano, faz parte da cronobiologia e estuda os ritmos biológicos e as variações fisiológicas do organismo em função das horas do dia. Em MTC, cada ciclo biológico é constituído por doze horas, correspondendo cada um dos períodos (horas) da nitemera chinesa a duas unidades horárias "ocidentais" - Figura 6.

Figura 6 - Ritmo Circadiano

 

 

 

A:  Fei-pulmão  (Shou Taiyin)

G:  Pangguang-bexiga  (Zu Taiyang)

B:  Dachang-cólon  (Shou Yangming)

H:  Shen-rim  (Zu Shaoyin)

C:  Wei-estômago  (Zu Yangming)

I Xinbao-pericárdio  (Shou Jueyin)

D:  Pi-baço  (Zu Taiyin)

J:  Sanjiao-triplo aquecedor  (Shou Shaoyang)

E:  Xin-coração  (Shou Shaoyin)

L:  Dan-vesícula  (Zu Shaoyang)

F:  Xiaochang-intestino  (Shou Taiyang)

M:  Gan-fígado  (Zu Jueyin)

t: Nitemera ocidental

i: Nitemera da MTC

Â:  Sentido do fluxo de Qi nos Jingluo (sinartérias)

 

Cada sinartéria específica terá assim, em condições de normofunção, períodos de hiperatividade, hipoatividade e inatividade, os quais regulam e influenciam a circulação de energia vital (qi).

Ao primeiro intervalo da nitemera chinesa, entre as 23 e a 1 hora, corresponde o período de hiperatividade do Zu Shaoyang (Yang menor do pé), ou meridiano Dan-vesícula, e ao intervalo seguinte corresponde o período de atividade máxima do Zu Jueyin (Yin absoluto do pé), ou meridiano Gan-fígado, o que justifica, por exemplo, as perturbações do sono nos indivíduos com problemas hepáticos e/ou vesiculares.

Ao terceiro intervalo, entre as 3 as 5 horas, corresponde a máxima atividade do Shou Taiyang (Yang maior da mão), ou meridiano Fei-pulmão, o que permite explicar a maior freqüência de crises asmáticas durante este período. O Shou Yangming (Yang da luz solar da mão), ou meridiano Dachang-cólon, encontra-se hiperativo no quarto intervalo da nitemera chinesa, entre as 5 e as 7 horas, razão porque neste período se verifica a maior utilização matinal dos sanitários (os chineses iniciam geralmente as suas atividades diárias por volta das 5-6 horas da manhã).

Durante o quinto intervalo, o Zu Yangming (Yang da luz solar do pé), ou meridiano Wei-estômago, está hiperativo, sendo este o intervalo ideal para a ingestão alimentar, razão porque inúmeros nutricionistas recomendam um pequeno almoço abundante para a prevenção das crises hipoglicémicas, mais freqüentes entre as 9 e as 11 horas, ou seja, durante o período de maior atividade do Zu Taiyin (Yin maior do pé) ou meridiano do Pi-baço / pâncreas.

Às 11 horas inicia-se o período mais ativo do Shou Shaoyin (Yin menor da mão), ou meridiano Xin-coração, pelo que as perturbações do comportamento terão a sua maior expressividade durante o sexto intervalo da nitemera chinesa. O Shou Taiyang (Yang maior da mão), ou meridiano Xiaochang-intestino delgado, estará hiperativo entre as 13 e as 15 horas, sendo este o período ideal para a assimilação dos nutrientes essenciais.

O nono intervalo será o período mais ativo do Zu Taiyang (Yang maior do pé), ou meridiano Pangguang-bexiga, muito importante para a distribuição dos fluidos corporais. Assim, a desregulação naquela distribuição pode originar a depleção de fluidos ou, pelo contrário, a sua acumulação em determinadas regiões, conduzindo esta ao aparecimento de edemas. Entre as 17 e as 19 horas, ou período Zu Shaoyin (Yin menor do pé), ocorrerá a "atividade suprarrenal-gónadas" caracterizada pela maturação Shen-rim que habitualmente antecede o coito ou qualquer outra atividade sexual.

Durante o décimo primeiro intervalo estará activo o Shou Jueyin (Yin absoluto da mão), ou meridiano Xinbao-pericárdio, sendo o período de maior vulnerabilidade cardíaca. Finalmente, entre as 21 e as 23 horas, com a hiperatividade do Shou Shaoyang (Yang menor da mão), ou meridiano Sanjiao-triplo aquecedor, surge o último intervalo da nitemera chinesa, e com ele a maior parte das manifestações de disfunção parassimpática.

No tratamento de doenças graves ou de doenças crônicas, devem considerar-se os períodos de maior atividade dos meridianos, de modo a facilitar-se a regularização funcional dos respectivos zang-fu.

Assim, um indivíduo com síndrome shi (de excesso) do Dan-vesícula, que apresente, por exemplo, perturbações do sono, irritabilidade fácil, taquicardia, cefaléias e perturbações digestivas, deverá ser tratado durante o primeiro intervalo da nitemera chinesa, pois será o período ideal para a "dispersão" (redução do excesso) do referido meridiano. Se o quadro clínico apresentado sugerir a existência de uma síndrome xu, deverá efetuar-se a "tonificação" (atenuação do défice) do mesmo meridiano. Caso não seja possível fazer-se acupuntura naquele período (entre as 23 e a 1 hora), esta poderá ser efetuada no intervalo oposto, ou seja, entre as 11 e as 13 horas, período em que a tonificação do Xin-coração exercerá um efeito dispersante sobre o Dan-vesícula.

A estratégia alternativa acabada de referir tem como base a relação cronobiológica inter-sinartérias e pode ser utilizada no tratamento de todas as patologias, direta ou indiretamente relacionadas com os diferentes zang-fu.